Partindo de um sentimento de desconfiança sentido na pele enquanto fotografava e percorria as ruas da Bielorrússia, Ihar Hancharuk lança uma narrativa ficcionada sob o mote da espionagem. Em What If I am a Spy?, o artista recolhe objetos e imagens do quotidiano que, apropriados e reunidos num determinado contexto, traçam o paralelismo com as tensões existentes numa sociedade de políticas conturbadas, vincada pelo controlo e paranóia coletiva.